sexta-feira, 25 de junho de 2010

Olhos brilhantes

Quanto mais alegria um ser nos trás, mais dor ao partir ele deixa.

A sensação que amamos pouco, que brincamos pouco, que compartilhamos pouco, prevalece.
É porque realmente fizemos pouco tudo isso.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Perdida

Como num filme, muita coisa na minha vida acaba de mudar em menos de um minuto. A personagem? Podem me colocar como qualquer coadjuvante chorona que tem sua vida modificada, de maneira banal, pela abundância de informação do passado compartilhada somente agora.

Se transformarmos a coadjuvante chorona em personagem principal este filme vai deixar de ser estilo novela mexicana e vai se tornar um filme cult, daqueles que muitos odeiam a personagem principal, muitos ignoram sua relevância e pouquíssimos a amam. Ninguém entende patavinas do filme muito menos dos dilemas da personagem principal, alguns poucos de identificam com a história sem entender muito bem o porquê.

Enfim. Isso não é um filme. É a vida. E dói.

Pra quem ler este post tudo será bem abstrato. Mas é assim mesmo, eu escrevo para mim, só para mim. E então compartilho meus escritos. Minha irmã vai entender o post, quer dizer, entender não, mas vai saber do que eu estou falando. E só para situar os leitores: eu sou a louca da família, a desequilibrada. E o assunto é família. Não, eu não sou adotada.

sábado, 19 de junho de 2010

Essa juventude...

É fato que eu vou bastante na bibilioteca da universidade. É fato também que eu pego livros aleatoriamente e que dificilmente eu estou em busca de um determinado livro, e quando estou geralmente tem alguém junto comigo disposto a pegar o livro para mim.

Mas ontem eu estava em busca de um livro, e não conseguia achar nem o setor que deveria estar. Percebendo a minha desorientação um funcionário da biblioteca foi me ajudar. Livro achado. Ai eu resolvi aproveitar e perguntar onde estava o outro livro que eu havia anotado o código. Segue o diálogo:

- E este livro aqui: 888 FV, onde eu acho???
- FV é Fita de Vídeo. Ai você pede lá (e apontou o lugar). Mas é em VHS.

Eu sorri, num misto de vergonha e graça. E para arrematar com chave de ouro meu mico, e aumentar o número de decepções dele com a juventude, eu disse:

- Olha o lado bom! Pelo menos eu aprendi alguma coisa no último ano de faculdade!

Eu sorri, ele arregalou os olhos.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

^^

Já que não tenho textos prestáveis (e algum dia já tive?) para este blog, vamos de dia a dia.

Acho que vou parar de ler livros de psicologia. Eles estão afetando a minha vida. A gente começa a analisar tudo com um falso olho clínico hahahah. Acho que eu sou a pessoa que mais pega livros, na biblioteca, fora do tema que cursa. Estes dia peguei um livro de dança e outro de teatro. E no de teatro havia uma super explicação sobre como nossos cérebros determinam qual é o nosso espaço. Cada pessoa determina de acordo com vários fatores qual é o seu espaço. Imaginem fazer um círculo em volta de si, é mais ou menos isso, tem pessoas que traçam um círculo mais pequeno e outras um mais amplo, e é esse círculo que é o espaço de cada um.

Juntando minhas recém adquiridas habilidades de psicologia com a teoria do espaço pessoal, chego a conclusão que meu espaço é grande. Isso porque várias vezes me senti invadida com a proximidade de pessoas, sem ser uma proximidade tão próxima assim. Mas com as pessoas que gosto não existe o meu espaço pessoal, e dependendo do quanto gosto por mais proximidade que haja ainda parece longe. Tudo depende do ponto em que observamos né?


Falando em livros...Encomendei um livro pela internet. Eu podia ter feito o pedido em uma livraria e economizado o frete, mas eu fico tão feliz de receber coisas pelo correio que os oito reais parecem muito bem aplicados. Enfim. Estou na expectativa da chegada do melhor livro do mundo.

sábado, 12 de junho de 2010

Cadinho de Lispector

Para onde vou? E a resposta é: vou. (...) É que não sei aonde me levará esta minha liberdade. Não é arbitrária nem libertina. Mas estou solta. (...) Não é preciso ter ordem para viver. Não há padrão a seguir e nem há o próprio padrão; nasço. (Lispector)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Ó céus!

Realmente espero que meu pai reconheça o imenso gesto de amor que é o fato de eu não largar a faculdade. Enquanto isso eu vou pensar positivamente: só mais cinco meses.
Só? Enfim.

Olha que loucura: sonhei que JuJu, minha irmã, tava pegando o Benício Del Toro! Eu tinha ficado muito feliz, e disse para o cara que tava fazendo aulas de teatro comigo que finalmente eu ia ser tia de trigêmeos! Adoro quando os pesadelos me dão uma folga.

Eu deveria estar fazendo um trabalho de custos. Vamos fingir que este momento é uma espécie de ócio criativo.

Não consigo superar o trauma de eu ter atropelado minha cachorra. Não me sinto culpada não, afinal, ela tentou o suicídio, mas é que agora tenho delírios, achando que ela sempre esta na frente do carro. E as vezes tá! HAHAHA

Minha vó conta piadas de jornal como ninguém! Sério!

Acho que vou voltar para meu trabalho de custos.